28 maio, 2011

Por completo

 Seu amor faz diferença. Queria ter coragem de dizer, queria ter coragem de falar para o mundo todo, mesmo sabendo que palavras não são para sempre... Mas eu sempre sinto que é cedo demais, por mais que eu saiba, que quem faz a hora certa sou eu. Mesmo antes de me falar que tem tanto amor pra dar, eu ja sabia. Você transborda amor, meu bem. Seu amor é do tipo de mãos quentes, o tipo que me proteje sem culpa, que me esquenta sem medo. Será que os outros também enchergam? Bom não importa. Espero que na hora certa eu saiba te dizer:

- Olha não sei se tenho tanto amor assim, mas o que tenho eu te dou por completo.

Beatriz Oliveira.

Sentimento!

 Eu sou uma pessoa de muitas palavras e pouca certeza. Eu uso as palavras pra tentar me decifrar, mas não confio nenhum pouco nelas. Talvez porque já tenha me machucado muito. Elas podem carregar grande significados, ou serem vazias, da boca pra fora como muitos o fazem.

 Das poucas palavras em que ainda acredito, sentimento é a que mais me define. Eu sinto muito, sinto muitas coisas, sinto de muitas formas, sinto tudo que passa por mim, seja ele um sentimento delicado ou bruto. Não sei ao certo se faço sentir, mas minha certeza é que sinto exageradamente.

 Talvez por sentir dessa forma eu tenha desenvolvido grande medo das coisas. Sei que devo confiar no meu Deus, mas minha fé deve ser pequena ou coisa do tipo. Esse medo me faz fugir constantemente, me esconder em becos e tentar evitar alguns sentimentos, mas meu coração tá cansado de sentir, as vezes eu queria ser imune a tudo isso. Quero sentir, sim, mas de uma forma mais passiva. Sem tanto coração acelerado e partido, frio na barriga.

 A verdade é que tenho que aprender a parar de fugir dos sentimentos e palavras e começar a fugir do medo.  E ir de encontro a palavra que eu mais temo ultimamente: amor.

Beatriz Oliveira.

31 março, 2011


"Limpando os armários e esvaziando as gavetas."

Volto em breve!

Beatriz Oliveira.

01 março, 2011

Mel amor

Havia um buraquinho no meu peito, fui com o mindinho, pra provar do mel de dentro. 
Era tão bom, desejei repartir. Mas meu dedinho cresceu e hoje só há um abismo.

Ainda havia mel, mas ninguém o quis. Me escorria como amor todas as manhãs, mas o povo daqui tem pressa de chegar. Desperdiçam o sol quente e a grama que brinca na pele de fazer cócegas.

Achei que sozinhos íamos ficar, eu e o senhor abismo.
Mas você chegou sorrindo, então não precisei também do sol ou da grama.


Apenas do seu abraço de urso, 
uma vez por semana.

Beatriz Oliveira.

23 fevereiro, 2011

Florir

  
 Me sinto tão miúda quando não posso florir, mais ainda quando não posso abraçar. Porque sempre tem alguém que não cabe na distancia ou na presença. E eu fico torcendo sempre aqui deste lado, pro sorriso nascer no cantinho da boca, ao invés de lágrimas. Pois  me choro também por não ter que fazer. Infelizmente ainda não sou fada, quisera eu ter tanta magia. Sirvo afinal pra que? Se não tenho poder de fazer felicidade, se também não posso florir?


Sento e espero que volte a ultima estação,
o meu sonho que é de primavera e não verão.


Beatriz Oliveira.