20 agosto, 2011

Menino Real

 Será que você sabe que esse meu jeito meio comediante é só pra te afastar dos meus sentimentos confusos?  Que todas minhas piadas de leve maldosas, são só pra te afastar do meu coração?
 Eu juro que tenho tentado, mas parece meio impossível confiar plenamente em alguém. Mesmo esse alguém sendo você meu amor. 

 Por isso as vezes prefiro ficar só quietinha ao seu lado, sentindo de leve seu perfume e absorvendo mais de leve ainda o momento. Ah meu amor, que bom é só te sentir no silêncio... Mas nem sei se você sabe o que isso realmente significa pra mim. E as vezes até acho que significa mais do que devia.

 Ah meu amor, você não sabe muito sobre mim. Não sabe sobre minhas palavras, não sabe sobre minhas estranhas manias. Só sabe o que vê, só sabe o que sente. Me trata como figura, mas se esquece de me ler.

 Mas você é sol, então eu te perdoou. Você é sorriso, mão na mão, você é abraço apertado, sempre. 
Então eu te perdoou porque você é mais do que eu pude imaginar, é mais do que minhas ilusões com caras cultos e românticos. Os caras de livros, os caras de filmes. Os caras que antes de você me faziam suspirar. 

 Porque todos os dias você prova o que me disse numa noite de longas conversas: "Sou diferente". Eu te perdoou porque você é real. Realmente diferente.

Beatriz Oliveira.

09 agosto, 2011

Querer não lembrar

 Ainda te sinto no vento, e rio da mesma maneira boba de sempre. Porque o destino escolhe os dias em que vai trazer de volta as velhas lembranças. O cheiro de chuva, as folhas e flores caindo, o vento fresco misturado ao sol fraquinho e o cheiro de memória, que ainda não sei descrever.

 Aliais existem muitas coisas que não sei descrever, e fico um tempão olhando pro papel desejando que hajam palavras pra isso ou aquilo. Mas não. Descobri que elas não existem pra as coisas simples da vida. E essas coisas também não deixam de existir porque você simplesmente quer que elas se percam.

 Você junta todas e guarda numa caixa qualquer esperando que não tenha que vê-las nunca mais. Mas sempre volta pra se assegurar de que continuam lá, e que aconteceram mesmo, não foram apenas os desejos do seu coração criando ilusões.

 Ainda te sinto no vento, da mesma maneira estúpida que se pode sentir a presença de um fantasma. Porque pessoas do passado não vivem, apenas assombram.

Beatriz Oliveira.

28 maio, 2011

Por completo

 Seu amor faz diferença. Queria ter coragem de dizer, queria ter coragem de falar para o mundo todo, mesmo sabendo que palavras não são para sempre... Mas eu sempre sinto que é cedo demais, por mais que eu saiba, que quem faz a hora certa sou eu. Mesmo antes de me falar que tem tanto amor pra dar, eu ja sabia. Você transborda amor, meu bem. Seu amor é do tipo de mãos quentes, o tipo que me proteje sem culpa, que me esquenta sem medo. Será que os outros também enchergam? Bom não importa. Espero que na hora certa eu saiba te dizer:

- Olha não sei se tenho tanto amor assim, mas o que tenho eu te dou por completo.

Beatriz Oliveira.

Sentimento!

 Eu sou uma pessoa de muitas palavras e pouca certeza. Eu uso as palavras pra tentar me decifrar, mas não confio nenhum pouco nelas. Talvez porque já tenha me machucado muito. Elas podem carregar grande significados, ou serem vazias, da boca pra fora como muitos o fazem.

 Das poucas palavras em que ainda acredito, sentimento é a que mais me define. Eu sinto muito, sinto muitas coisas, sinto de muitas formas, sinto tudo que passa por mim, seja ele um sentimento delicado ou bruto. Não sei ao certo se faço sentir, mas minha certeza é que sinto exageradamente.

 Talvez por sentir dessa forma eu tenha desenvolvido grande medo das coisas. Sei que devo confiar no meu Deus, mas minha fé deve ser pequena ou coisa do tipo. Esse medo me faz fugir constantemente, me esconder em becos e tentar evitar alguns sentimentos, mas meu coração tá cansado de sentir, as vezes eu queria ser imune a tudo isso. Quero sentir, sim, mas de uma forma mais passiva. Sem tanto coração acelerado e partido, frio na barriga.

 A verdade é que tenho que aprender a parar de fugir dos sentimentos e palavras e começar a fugir do medo.  E ir de encontro a palavra que eu mais temo ultimamente: amor.

Beatriz Oliveira.

31 março, 2011


"Limpando os armários e esvaziando as gavetas."

Volto em breve!

Beatriz Oliveira.