15 dezembro, 2010

Espinhos, águas e flores são: Os medos, as verdades e as palavras.

- Mas eu não posso prender minhas palavras assim, não posso, não posso! dizia.

 Foi numa manhã, bem lá atrás. Nem me recordo muito bem, mas sei que foi. Naquela manhã eu reconheci minha sensibilidade, e a partir dali eu nunca mais escreveria sobre coisas banais. A partir dali me tornei obcecada por imagens, fleches e conclusões secretas. Minhas palavras antes escritas apenas para seus olhos, abraços, perfumes e sorrisos, se tornaram palavras destinadas ao amor. O amor que existe em cada objeto com ou sem vida, o amor que existe por trás dos gestos mudos.

 Me assustei quando percebi que ver somente não me bastava, que precisava ir mais fundo e que pra ir mais fundo precisava mergulhar em milhões de espinhos dentro de mim e dentro dos outros. Esbarrar dentro dos outros é a coisa mais difícil do mundo, porque além de tudo existe isso, essa coisa, a sensibilidade exacerbada das pessoas e a minha e quando as duas ou mais entram em atrito nasce um monstro. O monstro mais perigoso, aquele que dilacera tudo e qualquer coisa antes de permitir que as sensibilidades se unam ou se completem. 

 E ainda dizem que medo é coisa de gente frágil. Como não ter medo de esbarrar e me cortar inteira nesses espinhos venenosos? Nesses sentimentos perigosos? Como? Só sei que pra crescer será preciso alguma hora, algum dia me transbordar e viver tudo isso, pra conhecer essa sensibilidade dos outros e deixar de ser isolada no meu próprio mundo.

 E por último imaginem: As palavras são doces, são pequenas flores perfumadas plantadas com cuidado em nós, mesmo as mais duras. Já as atitudes, gestos e toques são inefáveis e vem muito mais bruscos que qualquer coisa. A situação é geralmente muito mais profunda e entrelaçada do que podemos supor.

 Viver boiando na superfície é fácil, difícil é mergulhar até as profundezas sem pausas, sabendo que uma hora a água vai entrar. 
 E ela entra meu caro.

Beatriz Oliveira.

04 dezembro, 2010

Prêmio dardos e Selo de qualidade!

Eu recebi duas surpresinhas da Maryana Sales dona do Inicio de Inverno, foi uma super conhecidência o nome dos nossos blogs serem parecidos, e eu realmente amei! Considero com muito carinho como primo do meu Dia de Inverno *-* Eu estava meio ocupada esse semana, mas quando vi fiquei super feliz.

A primeira surpresa foi o Prêmio Dardos.

A proposta da homenagem:

"Prêmio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras."

Para que esse reconhecimento não acabe, pede-se aos homenageados que sigam os seguintes passos:
• Você deve exibir a imagem do selo em seu blog;
• Você deve linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
• Escolher outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos;
• Avisar os indicados.


Os Blogs!
http://olacocorderosa.blogspot.com/

 http://www.dentrodabolsa.com/

http://sempreraiodesol.blogspot.com/

http://carolbrasill.blogspot.com/

http://maylopez.blogspot.com/

 http://5garotase1blog.blogspot.com/

http://elisazhu.blogspot.com/

http://cleicesouza.blogspot.com/
 
    http://equalizandosentimentos.blogspot.com/

http://mudandopordentro.blogspot.com/
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E a segunda surpresinha foi o Selo de Qualidade.


1° Repassar o selo para 10 blogs.
2° Avisar pra cada blogueiro que recebeu.
3° Falar 10 coisas sobre você.
 
 
 
Os Blogs! 
 
http://olacocorderosa.blogspot.com/

 http://www.dentrodabolsa.com/

http://sempreraiodesol.blogspot.com/

http://carolbrasill.blogspot.com/

http://maylopez.blogspot.com/

 http://5garotase1blog.blogspot.com/

http://elisazhu.blogspot.com/

http://cleicesouza.blogspot.com/
 
   http://equalizandosentimentos.blogspot.com/

http://mudandopordentro.blogspot.com/
 
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10 coisas sobre mim


Eu sonho acordada.
Eu tenho uma coelha como bichinho de estimação.
Eu já me declarei para alguém.
Eu já fiz teatro.
Meu quarto é cor de rosa.
A única coisa que eu não como de jeito nenhum é chuchu.
Eu sou instável.
Eu faço aulas de dança de salão.
Eu amo quem me faz rir sinceramente até doer a barriga.
Eu sou impulsiva e não tenho medo de fazer o que acho certo mesmo quando estou errada.

Beijos, Beatriz Oliveira.





23 novembro, 2010

Meu Eu.

 Que prazer tenho quando chega aquela hora do dia, quando não tenho que ser mais nada, quando não tenho que ser de ninguém. Sou só de mim mesma, sem personagem algum. Geralmente até ai já passamos da meia noite. Até ai o cansaço se foi, e a cabeça começa a borbulhar seus pensamentos incessantes, suas ideias nada brilhantes, seu desejo de voltar a ser só matéria viva, sem ler os muitos detalhes minuciosamente escritos no tal roteiro.

 Eu sempre imaginei que quando a gente vive demais, acaba criando um roteiro pra própria vida. Talvez pelo simples fato de querer imortalizar-se. Mas quando se cria um roteiro o eu da gente, tadinho, ele dorme de desgosto porque não pode ser sem culpa. Quando a gente descobre tudo isso, sente um remorso tão grande. Dói demais descobrir que esqueceu do próprio eu...

 Mas pra isso tem solução! É preciso apenas acorda-lo. Com um pouco de calma e concentração, a gente senta e acorda o nosso eu, com um carinho bem bom, ou um cafuné. Encosta ao lado e conversa com ele, recorda das intimidades da infância, de brincar na banheira a tardezinha, de casar as bonecas e desenhar o sol quadrado, andar de bicicleta e deitar nas calçadas da rua jogando papo fora com as outras crianças.

 Eu tenho encontrado o meu eu nas madrugadas, quando o dia chega no fim e a fantasia de gente grande com a mascara das preocupações são trocadas pelo pijama. E tem sido bom, acho até que previne as rugas viu?
Peço a Deus que ajude a me livrar dessas fantasias e máscaras de gente séria e idosa - por dentro, e as vezes por fora também - que com o tempo vão querer se acumular em mim.

 Ai com certeza o próximo passo será: Deixar-se ser mais, de dia também.
- Pra acabar com as olheiras.
- Pro riso ficar mais leve.

 E pro meu eu ser sem culpa...

Um beijo estalado pro eu de quem leu!

Beatriz Oliveira.

17 novembro, 2010

Paciência Divina

 Tem sido tão difícil, eu sei. As vezes parece que você não vai conseguir, parece quase impossível ser feliz, quando todas as noites você engole as lágrimas, pois ainda assim acredita que não adiantarão de nada.
 Mas sente que é pior, cada vez que engole todas as lágrimas, é como tomar uma dose de dor, um cálice cheio até a boca, e aos poucos o resultado disso é se tornar uma pessoa amarga.
  
Nenhuma das milhões de canções do planeta parecem acalmar sua alma

 Tudo que você mais deseja é que exista alguém nesse mundo que te entenda, que sofra como você e que essa pessoa estivesse ali agora pra te consolar e te dar fé, talvez te abraçar e ser seu anjo.

  Mas vou te contar um segredo, quando o sol se põe, todas as manhãs e em todo e qualquer lugar, ele esta ali, pra te consolar como ninguém.
 Porque se pensarmos melhor, é egoísmo querer que um humano semelhante a nós seja perfeito e saiba como estar ao nosso lado.
 O único perfeito que estará sempre, sem abandonar por nenhum motivo nosso coração é Deus, e que paciência ele tem comigo viu.

Beatriz Oliveira.

07 novembro, 2010

Sonhos


 Dormia tranquilamente como em outra noite qualquer, quando a força dos seus pensamentos foi maior do que deveria ser, acordou risonha dentro do próprio sonho. Porque todos sabem, no sonho a gente pode tudo, menos acordar e fugir do que tem que ser até ali, no sonho.
  Buscou em seus sonhos magnificas formas e sons, um espetaculo deslumbrante...
  Nada muito interessante ali, umas flores calmas, uns perfumes marcantes, abraços estupidamente apertados, lágrimas com gosto de açúcar queimado; Alguns anjos que passaram depressa, com exceção de um que brincava alegre num balanço qualquer, curiosa, sentou-se ao lado e questionou:
- Que faz aqui, não vê que todos já foram?
o anjo sorrindo respondeu:
- Eu não vou, nunca vou, eu sou aquele que fica mesmo quando você não deseja.


 Acordou desconfiada, então uma ideia qualquer lhe veio a cabeça, havia sido apenas um passeio casual - pelo seu coração - adorável.


Beatriz Oliveira.